A cada ano, a popularização dos carros elétricos aumenta, mas a pergunta que atinge ainda muitos brasileiros é se eles são realmente econômicos ou se o preço de compra dificulta a economia que é prometida para o dia a dia do consumidor.
Essa dúvida é um ponto importante, afinal, o valor inicial de um carro elétrico ainda é maior do que um modelo equivalente movido a combustão, e é natural querer entender se esse valor faz sentido no bolso no longo prazo.
Para solucionar a questão é preciso avaliar, além do preço de tabela, o custo total, que envolve energia, manutenção, seguro e impostos.
Custo energético do veículo
O primeiro ponto positivo sobre o veículo elétrico é o gasto com combustível. Um carro a combustão roda aproximadamente 12 km por litro e tem um custo maior por quilômetro, enquanto o elétrico, mais eficiente, consome menos e é recarregado a uma tarifa mais baixa que a dos preços dos combustíveis.
Esse diferencial é um indicativo de que o carro elétrico costuma ser considerado mais econômico para uso diário, especialmente para quem roda bastante e consegue carregar em casa.
Manutenção, seguro e impostos – vale a pena?
Olhando outros pontos, o carro elétrico também se mostra econômico quando o assunto é manutenção. Como não há troca de óleo, velas ou correias a economia é grande. A média de manutenção anual de um carro movido a combustão exige entre R$ 1.500 e R$ 2.400 por ano em revisões, já o elétrico costuma demandar de R$ 600 a R$ 900 no mesmo período.
Entretanto, por mais que a manutenção alivie o bolso, o peso se distribui para o seguro, que tende a custar de 30% a 60% mais caro do que o de um carro convencional em razão da mão de obra especializada e das peças.
Já o custo com o IPVA pode variar desde a isenção total a alguns milhares de reais por ano, variando de acordo com o estado.
Quando o carro elétrico compensa de verdade?
Somando todos os pontos, o custo mensal médio de um elétrico fica entre R$ 800 e R$ 1.200, contra R$ 1.050 a R$ 1.300 de um carro convencional movido a combustão, Mesmo assim, o retorno do investimento depende diretamente da quilometragem rodada.
Na prática, o carro elétrico parece ser mais econômico principalmente para quem roda altas quilometragens e possui infraestrutura adequada para recarregar a bateria.
Economia que exige planejamento
O carro elétrico é econômico no uso diário e na manutenção, mas o investimento inicial mais alto exige planejamento financeiro para que a economia se converta em benefício real ao longo dos anos.
Avaliar o perfil de uso, a infraestrutura de recarga disponível e as condições de financiamento é essencial antes de decidir.
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