Representando um compromisso global com a vida e a esperança, 10 de setembro é uma data que promove a conscientização e o diálogo sobre um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea: a prevenção do suicídio.
Instituída em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil a data foi expandida e, a partir de 2015, virou uma campanha celebrada ao longo do mês inteiro. Conhecida como Setembro Amarelo, a iniciativa partiu da Associação Brasileira de Psiquiatria, em colaboração com o Conselho Federal de Medicina e o Centro de Valorização da Vida (CVV).
Realidade silenciosa alertada pelos números
Os números apresentados pela Organização Mundial de Saúde são alarmantes e exigem atenção e ação imediatas. Segundo a entidade, mais de 700 mil pessoas no mundo morrem por suicídio anualmente, o que equivale, aproximadamente, a uma morte a cada 40 segundos.
O suicídio configura-se como a quarta principal causa de morte e atinge, em sua maioria, pessoas entre 15 e 29 anos. No Brasil, são registrados cerca de 14 mil casos por ano, representando uma média de 38 vidas perdidas diariamente.
A situação se torna ainda mais alarmante quando levamos em conta as tentativas de suicídio: estima-se que, a cada 20 tentativas, uma resulta em morte.
Como identificar os principais alertas?
Saber identificar comportamentos que podem levar ao suicídio é essencial e pode ajudar muito na prevenção ao suicídio. Embora não exista um sinal isolado que indique uma crise iminente, a combinação de mudanças persistentes deve ser observada com atenção.
Os principais indícios são:
- isolamento social
- afastamento da família e dos amigos
- desaparecimento ou ausência de esperança
- alterações extremas no apetite e no padrão de sono
- mudanças abruptas de comportamento
- recorrente expressão, verbal ou escrita, de ideias de morte ou de cunho suicida
É importante destacar que doenças e transtornos mentais como depressão, bipolaridade, alcoolismo e esquizofrenia apresentam maior associação com comportamentos suicidas. Além disso, pessoas que já tentaram o suicídio anteriormente têm até seis vezes mais probabilidade de efetuar novas tentativas.
Como você pode contribuir?
A prevenção ao suicídio não deve ser uma preocupação apenas no mês de setembro, nem é responsabilidade somente dos profissionais de saúde. Ela é tarefa de toda a sociedade e deve ser praticada todos os dias.
Se você identifica sinais de alerta em alguém próximo, procure se manter o mais próximo possível dessa pessoa. Demonstre disponibilidade para escutá-la e ajudá-la no que for preciso. Procure um lugar calmo para conversar, sem espaço para julgamentos: sua missão é escutar com a mente e o coração abertos, disposto a entender e a mostrar que se importa genuinamente.
Outra atitude fundamental é incentivá-la a procurar ajuda profissional. Seja por meio de médicos psiquiatras, de psicólogos ou de serviços de emergência, o atendimento especializado é fundamental para que a prevenção complete o seu ciclo.
Pode-se, ainda, contar com recursos como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento voluntário, gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas, e também por chat, e-mail e presencialmente em diversos pontos.
Responsabilidade e proteção para quem é importante
Falar sobre suicídio é também reconhecer as consequências financeiras que as famílias podem enfrentar após a perda de alguém querido. Nesse sentido, o seguro de vida surge como um instrumento responsável de proteção.
A Crefiseg oferece produtos que garantem a tranquilidade financeira para os seus dependentes, protegendo aqueles que são importantes para você mesmo em momentos de crise.
O seguro de vida é um ato de amor, que demonstra preocupação com o bem-estar e a segurança futura da sua família.
Se você está precisando de apoio, ou conhece alguém que precisa, lembre-se: pedir ajuda é um sinal de força, e não de fraqueza. A conversa e o apoio profissional são a base para que a melhora na saúde mental aconteça.
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