Planejar a aposentadoria é um dos passos mais importantes para quem deseja ter
tranquilidade no futuro. Muito chegam na terceira idade sem conseguir juntar uma reserva
financeira para cobrir imprevistos ou emergências e, na maioria dos casos, o principal vilão
é a falta de informação.
Segundo a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção de Crédito (SPC Brasil), mais de
60% dos brasileiros não fazem nenhum tipo de planejamento financeiro para a
aposentadoria. Saber as opções disponíveis é a primeira etapa para mudar essa realidade.
Como é o INSS e como ele funciona?
O INSS é a sigla para Instituto Nacional do Seguro Social e é o sistema público de
previdência do Brasil. Assim, todo trabalhador que possui carteira assinada contribui
mensalmente para a previdência e, ao atingir a idade e o tempo de contribuição exigidos
pela lei, passa a receber o benefício de aposentadoria.
Hoje, com a Reforma da Previdência de 2019, a idade mínima é de 65 anos para homens e
62 anos para mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição para as mulheres e 20 para
os homens.
Planejar a aposentadoria pelo INSS é essencial, pois garante uma renda mínima legal.
Previdência privada – uma alternativa complementar
A previdência privada é uma alterativa para guardar dinheiro ao longo do tempo, além do
INSS. Existem dois principais tipos: o PGBL e o VGBL.
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é a melhor opção para quem declara o Imposto
de Renda de forma simplificada ou é isento. Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é
voltado para quem deseja fazer a dedução do Imposto de Renda.
Planejar a aposentadoria com o apoio da previdência privada possibilita que você escolha
quanto quer pagar no mês, mesmo que seja um valor pequeno. Vale destacar que, nos
últimos anos, o número de brasileiros com planos de previdência privada cresceu mais de
30%, o que mostra que cada vez mais pessoas estão buscando essa alternativa.
Como fazer um planejamento financeiro de longo prazo?
Para planejar a aposentadoria, a pergunta inicial é simples: qual é a renda ideal para viver
bem quando parar de trabalhar?
No geral, é recomendável guardar em torno de 10% a 15% da renda mensal para a
aposentadoria, e mesmo quem tem uma renda baixa pode começar aos poucos:
- Controle os seus gastos mensais a partir de anotações.
- Elimine as dívidas que consomem a renda que poderia ser poupada.
- Comece a guardar dinheiro o quanto antes.
- Escolha com cuidado e orientação qual é o melhor investimento para fazer o seu
dinheiro render.
Mesmo se começar um pouco mais tarde, ainda é possível planejar a sua aposentadoria de
maneira eficiente, ajudando a melhorar a qualidade de vida.
INSS ou previdência privada: qual é a melhor opção?
Uma dúvida comum gira em torno de qual seria a melhor opção. A resposta é simples: os
dois se complementam, pois o INSS oferece segurança e é obrigatório para trabalhadores
formais, e a previdência privada entra como um reforço. O planejamento de aposentadoria
ideal combina essas duas fontes de renda: o benefício público como a base e a previdência
privada como complemento.
Para quem trabalha informalmente, a contribuição facultativa ao INSS também é uma opção
acessível e segura.
Ainda dá tempo de começar
Muitos acreditam que já é tarde para pensar em planejamento de aposentadoria, mas isso
não é verdade. Pequenas mudanças nos hábitos financeiros, mesmo depois dos 50 anos,
podem resultar em uma reserva mais significativa ao longo do tempo.
O segredo está na constância: se você guardar um valor fixo todo mês, por mais que seja
pouco, já fará diferença.
Dê o primeiro passo para uma aposentadoria mais tranquila e digna.